O mal de se achar sempre a vítima

Por André Luís

image É muito fácil dar uma de coitadinho. Muita coisa pra fazer, e parece que só nós é que trabalhamos. Muita coisa para se preocupar e parece que só nós é que nos importamos. Muita coisa errada, e parece que acontece só com a gente. Com tanta gente para acontecer o azar, porque comigo? Parece que fui premiado com todas as dificuldades. Nos sentimos por baixo, somos inundados por pensamentos negativos e ficamos prisioneiros dos próprios pensamentos. Silencie a mente e veja as grades dessa prisão se desfazer.

Isso passa principalmente pela aceitação da vida como ela é. Quando não aceitamos, quando queremos só o que for perfeito, ficamos indefinidamente resmungando pelo que não aconteceu, e também pelo que aconteceu. A vida é feita de altos e baixos, e devemos aceitar isso. Se fazer de vítima é uma questão mental, e deve ser trabalhada. Recuse a ajuda que outras pessoas te prestam com o tom de te colocar como vítima. Coitadinho – deixe eu te ajudar. Pobrezinho – quero compartilhar contigo. Que infeliz – quero te dar um conselho. Muitas vezes, um comportamento paternalista impõe e estimula o outro a fazer papel de vítima.

Recusar o papel de vítima é estar seguro de si e confiante da sua capacidade e empenho. Quando digo para mim – fiz o meu melhor – estou recusando o papel de vítima. Quando penso – isso pode acontecer com qualquer um – estou recusando o papel de vítima. Não se coloque na posição de derrotado.

Fé em Deus !

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