Ex-prefeito Lula Cabral a partir de hoje é diretor-presidente da Jucepe

O ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PSC), assume nesta segunda-feira o cargo de diretor-presidente da Junta Comercial de Pernambuco. O ato de nomeação foi publicado sábado (dia 15) no Diário Oficial do Estado.

Cabral substituirá o fazendário Roberto Rodrigues Arraes, que retornará para os quadros da Secretaria da Fazenda.

Lula é o quinto ex-prefeito dos que concluíram o mandato em 31 de dezembro a integrar o governo estadual.

Além dele, foram chamados para o governo o ex-prefeito de Paulista Yves Ribeiro (assessor da Casa Civil), o ex-prefeito de Itapetim Adelmo Moura (assessor da Casa Civil), o ex-prefeito de Carnaíba Anchieta Patriota (assessor da Secretaria das Cidades) e o ex-prefeito de Altinho Sávio Omena (chefe de gabinete da Secretaria de Agricultura).

Ao que tudo indica, Lula Cabral disputará uma vaga para a Câmara Federal, inclusive poderá contar com o apoio do prefeito de Escada, Lucrécio Gomes (PSB).

Na pena de Maciel Melo, o Sertão que vivi

Orgulhoso integrante da galáxia sertaneja, fã de carteirinha dos seus poetas e trovadores, li, de um fôlego só, “A poeira e a estrada”, livro autobiográfico de Maciel Melo, cantor, compositor e monstro sagrado da poesia matuta transformada em forró.

Passar os olhos na obra é fazer uma deliciosa incursão ao saudoso sertão do meu tempo de garoto.

Porque, no texto romanceado de Maciel vão surgindo personagens pinçados na sua Iguaracy, vizinha a minha Afogados da Ingazeira, no Pajeú, que povoaram a minha infância e adolescência.

Pedro Maraváia, que era o xodó de Maciel, é retratado por ele como lindo, bacana, barba grande. Mas suja, quase marrom. Um paletó velho, desbotado e também sujo, que seu Arnóbio lhe deu antes de morrer.

Calça cáqui com dois remendos nas pernas. A voz era sempre rouca e balbuciava coisas completamente sem nexo, uma conversa sem pé nem cabeça.

O poeta-cantor e agora escritor de fina escrita cita dois outros doidinhos, também familiares a este blogueiro, porque Iguaracy e Afogados da Ingazeira são cidades irmãs: Toinho Doido e João Doido.

Dos três, o mais valente, homenageado no livro, era Pedro Maraváia. Eu mesmo não conto às vezes que, imberbe, corri com medo das pedras que ele atirava quando provocado.

O livro é prazeroso e belo, como as músicas de Maciel, porque tem poesia. Maciel escreveu como se tivesse compondo uma melodia. E com o seu talento leva o leitor não sertanejo a mergulhar num mundo de poetas e sonhadores, como ele próprio, o “Caboclo sonhador”, seu maior sucesso musical.

Rico em citações e reproduções do mundo vasto da nossa literatura, Maciel recorre a Zé de Cazuza, por exemplo, para ilustrar a definição de um louco quando aborda sua admiração por Pedro Maraváia.

“Doido não possui maleta
Também não possui bagagem
Enfrenta qualquer viagem
Com roupa branca ou preta
Não tem dinheiro em gaveta
Se tem não presta atenção
Se possuísse um milhão
Trocava por um cruzado
O louco é afortunado
Porque não tem ambição.”

Com a sua pena mágica, Maciel retrata a hora mais sagrada para nós, sertanejos, às seis da noite, quando o matuto se recolhe para fazer suas meditações ouvindo na rádio Luiz Gonzaga cantar Ave Maria Sertaneja:

“Os pássaros se recolhem em seus galhos, os animais voltam para os currais, os porcos fazem suas últimas algazarras nos chiqueiros e as aves todas se aninham em seus poleiros.

Na calçada, um senhor lava os pés numa bacia. As janelas começam a se iluminar com a luz dos candeeiros. Os vaga-lumes pisca-piscam no quintal, enquanto a chaleira chia num fogão de lenha bem velhinho, construído pelo seu avô.”

E acrescenta: “A parede enfumaçada pela tisne das trempes mostra o cenário real da sua gente. A lenha de angico, encostada no cantinho da despensa, retrata a simplicidade de sua existência.

O aroma do café torrado no caco se espalha pelos cantos da casa, e o cheiro de pasto ruminado caracteriza o estilo e a realeza da vida desse povo”.

Maciel fala de pai e mãe. Heleno Louro, o pai, um negro lindo de feição singela, segundo a sua narração.

Tocador de sanfona, que veio da divisa do Pajeú com a Paraíba, de São Vicente, de um povoado conhecido como “As Cangalhas”.

A sua mãe, dona Maria de Lourdes, que vendia roupas nas feiras do Sertão, fez uma das canções de maior sucesso do seu vasto repertório: Rainha.

“Oh! Maria de Lourdes da Labuta
Em Sumé foste doce, amarga e bela
Paraíba foi tua passarela
Pernambuco te trouxe sedução.
O destino entregou sua missão
Onze itens a ti foram destinados
E a lei que constitui o teu reinado
Foi escrita com a tinha do perdão.”

Com a sua tinta, Maciel cita muitos poetas: Lourival Batista, Ivanildo Vilanova, Diomedes Mariano, este de memória privilegiada, tendo ajudado a citar vários versos de trovadores, Zé Marcolino, o monstro sagrado Pinto do Monteiro, que assim descreveu o que é ser um poeta:

“Poeta é aquele que tira de onde não tem,
Pra botar onde não cabe”.

Mas o grande homenageado de Maciel é Zeto, aquele poetinha do Pajeú que fez os versos da campanha de Arraes em 1986, quando foi eleito sobre o embalo da sua volta do exílio dizendo que entraria pela mesma porta que saiu.

Zeto – diz Maciel – não tingia seus versos de cores frias. Suas cores eram quentes como o sol do Sertão. Foi beber na fonte e por lá ficou até o último gole. Criou raízes, fez da poesia seus aposentos.

Dormiu no colo de Louro como se fosse filho, beijou a face de Jó como se fosse sobrinho, viveu no Pajeú como se fosse o próprio rio e mergulhou nas águas da existência humana até afogar-se na embriaguez de seus poemas.

A liberdade era a sua fonte de inspiração, e o improviso acelerava seu metabolismo. Metrificou as sílabas da palavra que rimava solidão e dor.

Cantou as maravilhas de um sertão cheio de encantamentos. Viveu a vida com a viola em punho, afinou seu canto ouvindo desafios e declamou segredos de amores vis.

E encerra, assim, brilhantemente:

“Zeto, glamoroso Zeto! Tu foste um ensaio de Manuel Bandeira, no palco ilustre de Florbela Espanca, e do espelho do retrovisor de Alberto da Cunha Melo viste um cantador temperando a goela, para cantar um mote de Severina Branca”.

Quem é sertanejo, como este blogueiro, marajeia os olhos com a veia poética de Maciel. Que cita muitos poetas retratando o sertão, como João Paraibano neste verso imortal:

“Eu nasci e me criei
Num pé de serra esquisito
A geladeira era um pote
O Guarda-roupa um cambito
O transporte era um jumento
E o telefone era um grito”.

Pois é! O Sertão que Maciel viveu eu também vivi. Lá, como ele retrata em sua obra, antes de rádio e os discos chegarem, os batizados , casamentos, festas de padroeiro e outros eventos eram animados por sanfoneiros, cantadores de viola, tiradores de coco (ou coquistas), bandas de pífanos e rabequeiros.

SERVIÇO: O LIVRO SERÁ LANÇADO, HOJE, COM MUITO FORRÓ E POESIA, NO PAÇO ALFANDEGA, ÀS 19 HORAS.

Fonte: Magno Martins

Pé-de-Serra no 5º Forró dos Casais

banner forró

No dia 6 de julho o pé-de-serra vai ser homenageado com um grande encontro no Salão Nobre do Sesi.

O Mestre Quixabeira e o Trio Mandacaru animaram o São João de Seu Pedro, 5º FORRÓ DOS CASAIS.

O forró da família escadense!

Prefeitura do Cabo enaltece o pé-de-serra em sua programação junina

O Prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Vado (PSB), divulgou recentemente a programação dos festejos juninos em sua cidade, com destaque para grupos de forró pé-de-serra local e da região.

“Sempre procuramos dar prioridade aos artistas cabenses e este ano não foi diferente, pois iremos homenagear Zequinha dos Oito Baixos, por seu trabalho e talento”, disse o secretário de Cultura e Lazer do município, Rinaldo da Costa, ao blog Cabo Informa.

“Espero que possamos agradar a todo público cabense, tendo em vista que nós concentramos em todos os polos o tradicional forró pé-de-serra”, completou Rinaldo.

O nobre leitor confere abaixo a programação a partir de hoje:

Dia – 12/06

20h – Véio Abidoral
21h – Luciano Barros & Tempero Nordestino
23h – Banda Maria Fulô
00h30 – Banda G Ponto Com

Dia – 13/06

20h – Véio Abidoral
21h – Aristeu do Rojão
23h – Forró do Bate sela

Dia – 14/06

21h – Nil do Acordeon o Leão do Forró
23h – Edu Teixeira e Forró Ferruado

Dia – 15/06

18h30 – Receptivo Trem do Forró
Banda de Pífano Zabumba do Mestre Chimba
Boneca Mecânica
Véio Abidoral
Quadrilha Junina Bacamarte
Antônio do Acordeon e os Quenturas do Forró
21h – Xinelo Rasgado
23h – Jô Silva e Banda

Dia – 16/06

18h30 – Receptivo Trem do Forró
Banda de Pífano do Cabo
Quadrilha Junina Boris
Boneca Mecânica
Véio Abidoral
Bá do Acordeon e Banda
21h – João Paulo Nascimento e Banda

Dia 20/06

Trem do Servidor da CBTU
20h – Bichinha Arrumada

Dia – 21/06

20h – Véio abidoral
21h – Estrela Nordestina
23h – Aércio dos Oito Baixos

Dia – 22/06

18h30- Receptivo Trem do Forró
Banda de Pífano do Cabo
Boneca Mecânica
Véio Abidoral
Quadrilha Junina Boris
Adriano José e Banda
21h – Sevi Nascimento
23h – Antônio Paulino e Banda

Dia – 23/06

18h30- Receptivo Trem do Forró
Quadrilha Junina Bacamarte
Banda de Pífano do Cabo
Boneca Mecânica
Véio Abidoral
Ronaldo Aboiador
21h – Forró Pega Pra Kapá
23h – Toinho do Baião
01h – Nerilson Buscapé e Genildo Souza

Dia – 24/06

20h – Zequinha dos Oito Baixos
22h – Forró Flor de Lotus

Dia – 28/06

20h – Mistura do Forró
22h – Raimundo Karreiro
00h – Arlindo Moita

Dia – 29/06

18h30 – Receptivo Trem do Forró
Boneca Mecânica
Banda de Pífano do Cabo
Quadrilha Junina Bacamarte
Véio Abidoral
Monserat e os Pernambucanos do Forró
21h – João Salles e Banda
23h – Roxinó do Nordeste

Noite dos namoradores no Sabor do Mar

tornado

O Restaurante Sabor do Mar convida todos os namorados de Escada para uma noite super agradável e romântica ao som da cantora da Banda Tornado do Brasil, Jacy Santos (foto) e o violonista Marcinho.

É hoje a partir das 21 horas próximo ao Pátio de Eventos, na antiga Estação Ferroviária no município de Escada.

Haverá sorteios de brindes e uma cardápio especial para a ocasião.

Vale conferir!

Acidente na BR 101 em Escada

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Acidente agora pela manhã nas margens da BR 101, próximo a entrada do bairro de Jaguaribe, em frente ao retorno provisório. Confira fotografia…